Poesia, uma parte de mim
Quem gostaria de ver as estrelas do firmamento?
Quem quer sonhar, sem ter que sangrar a qualquer momento?
Quem virá antes de nos afogarmos em ódio e medo?
Só o alimento na boca do covarde não bastará,
pois suas armas estão engatilhadas em nossas frontes
e sua fome tem gosto de desejo não satisfeito.
Fecham-se as cortinas do passado,
o futuro não está mais distante,
está a um passo do abismo que somos
e o que somos, não nos vale nada, apenas morte.
Vejam, o sol não está mais radiante,
ouçam, o som das ondas do mar não mais ecoa em nossos ouvidos,
sintam, as crianças estão cegas, surdas e choram o abandono,
este mundo está calado, a justiça está emudecida,
os mercadores da morte tomaram seus lugares
nos palácios onde governam o planeta, em seus tronos de absurdos.
O passado é uma bolha e o fim é uma questão de tempo,
não mais me abstenho de viver plenamente aquilo que sou
ou o que possa vir a ser,
apenas quero criar um lugar tranqüilo em mim
e construir tudo aquilo com que eu possa sonhar,
lembrando-me que algo passou, mudou e não permanecerá.
Roberto Almeida, 18/11/06.
Quem quer sonhar, sem ter que sangrar a qualquer momento?
Quem virá antes de nos afogarmos em ódio e medo?
Só o alimento na boca do covarde não bastará,
pois suas armas estão engatilhadas em nossas frontes
e sua fome tem gosto de desejo não satisfeito.
Fecham-se as cortinas do passado,
o futuro não está mais distante,
está a um passo do abismo que somos
e o que somos, não nos vale nada, apenas morte.
Vejam, o sol não está mais radiante,
ouçam, o som das ondas do mar não mais ecoa em nossos ouvidos,
sintam, as crianças estão cegas, surdas e choram o abandono,
este mundo está calado, a justiça está emudecida,
os mercadores da morte tomaram seus lugares
nos palácios onde governam o planeta, em seus tronos de absurdos.
O passado é uma bolha e o fim é uma questão de tempo,
não mais me abstenho de viver plenamente aquilo que sou
ou o que possa vir a ser,
apenas quero criar um lugar tranqüilo em mim
e construir tudo aquilo com que eu possa sonhar,
lembrando-me que algo passou, mudou e não permanecerá.
Roberto Almeida, 18/11/06.


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